A comunicação é uma ferramenta que promove sinergia para alcançar os resultados almejados e, quando bem trabalhada, auxilia na integração entre os colaboradores. Mas o processo somente é bem sucedido quando o destinatário recebe, compreende e interpreta a mensagem.
Na vida pessoal, a comunicação constitui-se como um fator de extrema importância para que possamos transmitir nossos desejos, informações, fatos, ideias e outros, tornando-se evidente que quem não se comunica de maneira eficaz, acaba por ficar de fora do círculo que nos permite sentir parte integrante de um todo. Nas últimas décadas, a comunicação e o uso de mídias na escola vêm se tornando importante em todos os lugares do mundo e no trabalho junto às crianças, adolescentes e jovens e sua relação com a mídia tradicional, como a internet e as novas mídias, chamadas mídia de massa, que a escola tem uma excelente oportunidade de aproximar-se da realidade de seus educandos, ganhar espaço e importância em suas vidas e tornar-se fundamental no desenvolvimento da crítica e da autonomia.
A linguagem é uma forma de os indivíduos apreenderem as coisas do mundo e de se comunicarem, ela foi dividida teoricamente, para efeitos didáticos, em seis funções. Sabe-se que as linguagens se entrecruzam e, por isso, a pureza de um texto quanto a uma função específica pode nem sempre surtir efeito no contexto comunicativo.
Vício de linguagem - Além de ser algo que deve ser evitado na fala e na escrita de qualquer pessoa, o vício de linguagem também costuma cair em questões de provas e vestibulares, fazendo com que os alunos pensem e estudem o tema (que, inclusive, é matéria obrigatória nas aulas de língua portuguesa do ensino médio).
É preciso estar atento às perguntas, que muitas vezes apresentam pegadinhas, para responder corretamente. A classificação dos vícios de linguagem ocorre em grupos e subgrupos.
1. Obscuridade: Mais um dos exemplos de vícios de linguagem bastante cobrado no vestibular, principalmente na redação do Enem, onde deve ser evitado. A obscuridade ocorre quando falta clareza no texto, tornando a escrita confusa, sem coerência ou coesão. Veja o exemplo:
Foi evitada uma efusão de sangue inútil (correto: Uma efusão inútil de sangue foi evitada).
A experiência com ratos que antes não tinha dado certo foi feita com outro grupo de ratos que só confirmou o já previsto.
2. Pleonasmo vicioso:
O pleonasmo é uma figura de linguagem bastante conhecida e cobrada em vestibulares de todo o país. Ele se configura quando é acrescentado uma informação desnecessária à frase ou ao discurso, de maneira intencional ou não.
Pleonasmo vicioso
Conhecido também como redundância, o pleonasmo vicioso ocorre quando os falantes da língua cometem o vício por não conhecerem as regras gramaticais, tratando-se de um erro muito comum na fala cotidiana, mas não aceitável na norma culta. Dica: é bem comum cair no Enem perguntas como “o que é pleonasmo?” ou “qual frase abaixo configura pleonasmo?” e, por isso, é importante que você se atente aqui.
Veja, a seguir, os exemplos de pleonasmo:
- subir para cima (o verbo “subir” já indica que é para cima);
- entrar para dentro (o verbo “entrar” já indica que é para dentro);
- descer para baixo (o verbo “descer” já indica que é para baixo);
- multidão de pessoas (“multidão” já indica o agrupamento de muitas pessoas);
- surpresa inesperada (a palavra “surpresa” já indica que algo é inesperado).
Exemplo: Entrou para dentro e viu o estrago feito pelas chuvas.
3. Ambiguidade -
Ambiguidade ou anfibologia
Este é um dos vícios de linguagens mais conhecidos e se dá quando uma frase possui duplo sentido de interpretação. Geralmente, para desfazer a ambiguidade, é necessário o uso de vírgulas, pronomes mais assertivos, complementos nominais ou mesmo inverter a ordem da construção frasal. A dica aqui é tentar deixar o texto mais claro e direto possível, facilitando para o avaliador.
Veja o exemplo abaixo:
A mãe de Joana entrou com sua bicicleta em casa.
A frase acima possui dupla interpretação por não sabermos de quem é a bicicleta: da mãe ou da Joana? Podemos desfazer ambiguidade de duas maneiras:
- A mãe de Joana entrou com a bicicleta da filha em casa.
- A mãe de Joana entrou com a própria bicicleta em casa.
Exemplo: Presidente e Governador se desentenderam por causa da sua má administração.
4. Barbarismo -
Barbarismo
Este vício de linguagem se dá quando uma palavra é empregada com erro de grafia, pronúncia, flexão, formação ou significação. Por esse motivo, o barbarismo é um grupo que apresenta subgrupos, conforme o erro gramatical cometido. Confira abaixo:
Pronúncia
O barbarismo ocorre muito na língua falada, uma vez que é um vício característico da linguagem coloquial ou informal. Podemos, ainda, separá-lo nos seguintes níveis:
Sílaba
Ocorre quando, ao pronunciar a palavra, o acento tônico é colocado erroneamente na sílaba errada. Veja as seguir:
Rúbrica no lugar de rubrica (correto: ênfase na segunda sílaba “bri”, sendo uma palavra paroxítona)
Cacoépia
Vício de linguagem que ocorre quando há um erro na pronúncia dos fonemas. Como o exemplo abaixo:
Tenho muitos probremas para resolver no trabalho. (correto: problemas)
Você pode decascar a laranja? (correto: descascar)
Cacografia
Também conhecida com um barbarismo gráfico, a cacografia ocorre quando há erros de grafia ou na flexão das palavras. Como os exemplos a seguir:
O adevogado foi acionado para resolver o caso. (correto: advogado – erro de grafia)
O segurança da festa deteu o homem que estava brigando. (correto: deteve – erro de flexão)
Morfologia
Este vício de linguagem implica no erro em relação à utilização dos vocábulos. Como os exemplos a seguir:
Se eu ir ao shopping, vou chegar mais tarde. (correto: for)
Ela era a prima mais menor entre todas. (correto: menor)
Semântica
Ocorre quando duas palavras apresentam grafia parecidas, mas significados diferentes. Dessa forma, ao trocar uma pela outra ocorre um erro semântico. Veja a seguir:
Ela comprimentou o diretor assim que chegou. (correto: cumprimentou)
Estrangeirismos
Este vício de linguagem se dá quando palavras de outro idioma são empregadas de modo desnecessário, ou seja, quando já existe o termo ou a expressão na língua portuguesa. Veja os exemplos de estrangeirismo a seguir:
Você não imagina o stress que isso me rendeu! (correto: estresse)
Vamos pedir um delivery? (correto: entrega em domicílio)
Exemplo: Ele adivinhou o que estava por vir .
5. Cacófato-
Cacófato ou cacofonia
A cacofonia (ou cacófato) ocorre, na grande maioria das vezes, quando há o encontro do final de um vocábulo com o início de outro, tornando desconfortável aos ouvidos. Tal fenômeno ocorre porque a junção de alguns fonemas produz um efeito estranho, diferente do esperado. Veja os exemplos:
Eu vi ela ontem na loja de sapatos. (vi + ela = viela / correto: Ontem, eu a vi na loja de sapatos).
Enviei os presentes de volta, já que tinha os recebido por engano. (já + que + tinha = jaquetinha / correto: Enviei os presentes de volta, uma vez que os recebi por engano).
Exemplo: Você fica gastando mais do que pode!
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