sábado, 22 de janeiro de 2022

Pedagogia

 

O curso de Pedagogia, propriamente dito, surgiu em 1939, na Universidade do Brasil, dentro da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras. Entretanto, a formação para a docência nas séries iniciais, antigo primário, iniciou-se em 1835 no Rio de Janeiro, realizado junto a instituição Escola Normal.

A partir de 1969, o curso de Pedagogia foi fracionado em habilitações técnicas, formando especialistas voltados aos trabalhos de planejamento, supervisão, administração e orientação educacional, buscando definir o perfil profissional do pedagogo. Neste processo, foi incorporada a disciplina didática, que até então era um curso realizado à parte a fim de obter a licença para o magistério.  

sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

Café

 Um dos principais produtos agrícolas brasileiro, o café, faz parte não só da economia, mas também da cultura e da história do Brasil. Acerca deste produto, em 2006, o Brasil consolidou seu posto de maior produtor e exportador mundial de café, produto este, que mais uma vez contribuiu para o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio. 

O produto, que já representou 70% das vendas externas do Brasil na década de 1920, hoje responde por 2,5% do total da pauta de exportação brasileira. 

Com o objetivo de promover pouco a pouco a substituição do braço escravo na lavoura de café, recorreu-se, nos meados do século XIX, à colonização estrangeira, sob sistema de parceria. Pretendia-se, dessa maneira, conciliar fórmulas usadas nos núcleos coloniais de povoamento com as necessidades do latifúndio cafeeiro. Contava-se com a experiência dos núcleos coloniais de povoamento cuja criação desde a vinda da Corte de D. João VI para o Brasil tinha sido estimulada. 

A partir de então, havia se rompido definitivamente com as tradicionais restrições à fixação de estrangeiros na colônia. Estimulava-se a vinda de imigrantes. Outros motivos pertinentes para se estimular a migração foram a questão demográfica, reconhecendo-se a necessidade de povoamento do país, e o branqueamento da população que, à época, era composta majoritariamente por negros e indígenas.

(Emília Viotti da Costa. Da monarquia à república: momentos decisivos. 6. ed. São Paulo: Fundação Editora da UNESP, 1999)

Currículo

 

Dito de forma resumida, o currículo é a organização do conhecimento escolar. Essa organização do currículo se tornou necessária porque, com o surgimento da escolarização em massa, precisou-se de uma padronização do conhecimento a ser ensinado, ou seja, que as exigências do conteúdo fossem as mesmas. 

No entanto, o currículo não diz respeito apenas a uma relação de conteúdos, mas envolve também questões de poder, tanto nas relações professor/aluno e administrador/professor, quanto em todas as relações que permeiam o cotidiano da escola e fora dela, ou seja, envolve relações de classes sociais (classe dominante/classe dominada) e questões raciais, étnicas e de gênero, não se restringindo a uma questão de conteúdos.

Nos dias atuais faz-se necessário destacar a importância que há na reflexão entre currículo e didática, uma vez que não há como dissociar ambas principalmente quando se refere às práticas pedagógicas em meio à era da contemporaneidade. 

 É necessário compreender que a aula é o objeto de estudo da didática e é preciso ensinar apenas o que é importante. Ainda entender que a aula não começa na sala, mas no momento que se reflete sobre o seu planejamento e organização. Em uma reflexão sobre a prática docente em relação à didática e ao currículo escolar,

Cabe ao docente selecionar os conteúdos que verdadeiramente servirão à vida do aluno não apenas para conhecimento escolar, mas para prepará-lo para o meio social e sua formação humana. 

 A tríade ação – reflexão - ação possibilita o docente a produzir uma práxis dentro e fora da escola, possibilitando um diálogo entre a teoria e a prática. 

  A didática estuda todo o processo em como ocorra o ensino e todas as suas nuances em relação a seus objetivos, conteúdos, métodos e ainda a forma de organização da aula e como elas conversam entre si criando caminhos de aprendizagem a fim de garantir uma aprendizagem significativa.  

 A sociedade que constrói o currículo. O meio social estabelece tudo aquilo que é importante no momento e que deve ser explorado na escola e fazer parte do conhecimento e aprendizado do aluno. Assim, todos possuem sua parcela de contribuição da formação do currículo no qual se produz, transmite e assimila informações.

BNCC

 O principal objetivo da Base Nacional Comum Curricular – BNCC, é ser a balizadora da qualidade da educação no País, por meio do estabelecimento de um patamar de aprendizagem e desenvolvimento, a que todos os alunos têm direito.

Na BNCC, competência é definida como a mobilização de conhecimentos (conceitos e procedimentos), habilidades (práticas, cognitivas e sócio emocionais), atitudes e valores para resolver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo do trabalho. 

 Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, e também participar de práticas diversificadas da produção artístico-cultural, é uma das Competências Gerais da Educação Básica. 

 Cabe aos sistemas e redes de ensino, assim como às escolas, em suas respectivas esferas de autonomia e competência, incorporar aos currículos e às propostas pedagógicas a abordagem de temas contemporâneos que afetam a vida humana em escala local, regional e global, preferencialmente, de forma transversal e integradora.

 Na Educação Infantil, as aprendizagens e o desenvolvimento das crianças têm como eixos estruturantes as interações e a brincadeira, assegurando-lhes os direitos de conviver, brincar, participar, explorar, expressar-se e conhecer-se. 

 A organização curricular da Educação Infantil, na BNCC, está estruturada em dez campos de experiências, no âmbito dos quais são definidos os objetivos de aprendizagem e desenvolvimento. 

A definição e a denominação dos campos de experiências também se baseiam no que dispõem as DCNEI em relação aos saberes e conhecimentos fundamentais a serem propiciados às crianças e associados às suas experiências.

Atividades Lúdicas

 

Sobre o uso de atividades lúdicas como práticas pedagógicas no ensino fundamental, a desconfiança estabelecida em torno de atividades pedagógicas lúdicas semeou o ceticismo a respeito das contribuições desta prática, fato que contribuiu para a manutenção de formas tradicionais de atuação na sala de aula.  

A ludicidade é fundamental e parte constitutiva do processo de ensino-aprendizagem das crianças, pois elas possuem imaginação criadora, e esta surge em forma de jogo, instrumento primeiro de enfretamento da realidade. 

 O brincar e o jogar são atos indispensáveis à saúde física, emocional e intelectual e sempre estiveram presentes em qualquer povo desde os mais remotos tempos. 

 Com a ludicidade, a criança desenvolve a linguagem, o pensamento, a socialização, a iniciativa e a autoestima, preparando-se para ser um cidadão capaz de enfrentar desafios e participar na construção de um mundo melhor. 

A interação do indivíduo com os outros e com o seu meio, feita por intermédio de regras que representam o limite que regula as relações presentes entre as pessoas, na mais tenra idade, se dá através da brincadeira o que lhe proporciona o conhecimento da própria realidade, com o desenvolvimento cognitivo, motor e intelectual e social.   

 A partir do momento em que a criança tem contato com brinquedos e brincadeiras ela passa a assumir papéis diferentes, vivencia responsabilidades diferentes, podendo assim construir normas para suas brincadeiras e, assim descobrir, interagir e ampliar seus conhecimentos. 

 Os jogos e as brincadeiras têm uma importância fundamental na construção do equilíbrio emocional do indivíduo, pois os mesmos favorecem a ele o processo de separação e integração de eu com o outro, principalmente num ambiente que lhe dê condições não só de interagir, mas também de adquirir conhecimentos do mundo ao seu redor. 

 Ao longo da Idade Média, os jogos e as brincadeiras foram banidos das escolas e somente no século seguinte adentra de forma definitiva no campo da educação devido a pedagogia Fröebeliana, que defendia o brinquedo e a brincadeira como cerne do trabalho pedagógico. 

Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs),


 Cabe aos  Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs),  nortearem os educadores em sua tarefa educativa para a formação de cidadãos conscientes de seu papel na sociedade. 

 Por meio dos PCNs, os professores podem rever objetivos, conteúdos, formas de encaminhamento das atividades, expectativas de aprendizagem e maneiras de avaliar. 

 Uma característica importante dos PCNs é a organização da escolaridade em ciclos, predominante nas propostas mais atuais. Essa tendência tem, como objetivo principal, superar a segmentação excessiva produzida pelo regime seriado e buscar princípios de ordenação que possibilitem maior integração do conhecimento. 

 Por meio dos PCNs, a prática escolar deve favorecer o desenvolvimento das habilidades dos alunos para que estes, além de aprenderem os conteúdos, possam compreender melhor a realidade, participando, de forma crítica, das relações sociais, políticas e culturais diversificadas.

Os Parâmetros Curriculares Nacionais constituem um referencial de qualidade para a educação no Ensino Fundamental em todo o País.

Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN‟s) afirmam ser a interdisciplinaridade essencial ao desenvolvimento de temas ligados ao Meio Ambiente, sendo necessário desfragmentar os conteúdos e reunir as informações dentro de um mesmo contexto, nas várias disciplinas.

 Um dos modos de se trabalhar a temática ambiental, de acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN‟s), é por meio de projetos interdisciplinares de Educação Ambiental, que podem e devem ser desenvolvidos nas escolas a fim de fomentar a criatividade e o raciocínio dos alunos, através de atividades dinâmicas e participativas, unindo teoria à prática.

Há diferentes formas de incluir a temática ambiental nos currículos escolares, como atividades artísticas, experiências práticas, atividades fora de sala de aula, produção de materiais locais, projetos ou qualquer outra atividade que conduza os alunos a serem reconhecidos como agentes ativos no processo que norteia a política ambientalista. 

 Cabe aos professores, por intermédio de prática interdisciplinar, proporem novas metodologias que favoreçam a implementação da Educação Ambiental, sempre considerando o ambiente imediato, relacionado a exemplos de problemas atualizados.

Planejamento Pedagógico

 

Sobre a organização do planejamento pedagógico, o momento de planejamento dos professores é garantido por lei e são dispostos no calendário escolar. 

 O planejamento é um processo de sistematização e organização das ações do professor.  

O planejamento é um instrumento da racionalização do trabalho pedagógico que articula a atividade escolar com os conteúdos do contexto social.  

O planejamento é uma tomada de decisão sistematizada, racionalmente organizada sobre a educação, o educando, o ensino, o educador, as matérias, as disciplinas, os conteúdos, os métodos e técnicas de ensino, a organização administrativa da escola e sobre a comunidade escolar.