Professora de educação infantil, uma babá de luxo?
PARTE 1
Em decorrência dos avanços das pesquisas neurológicas
e estudos realizados por neurocientistas, alguns
pesquisadores afirmam que se torna necessário estimular as
áreas do cérebro objetivando auxiliar os neurônios a
desenvolverem novas conexões. É de suma importância
educar as crianças desde a mais tenra idade em um ambiente
enriquecedor, estimulando a linguagem falada, cantada,
escrita criando um clima estruturado com afetividade,
diversificando positivamente as sensações, com a presença
de cor, de música, de interações sociais, e de jogos visando o
desenvolvimento de suas capacidades cognitivas e memórias
futuras, favorecendo assim o seu processo de aprendizagem.
Nesse sentido, observa-se que a partir das inúmeras
pesquisas desenvolvidas sobre o cérebro no processo de
aprendizagem, verificou-se que cada indivíduo possui
diferentes potenciais de inteligência. E que ela não é fixa, já
que todo ser humano possui habilidade para expandir e
aumentar sua própria aprendizagem. Segundo Rogers, o
aluno deve ter desejo de aprender e o professor, como o
facilitador do aprendiz, deverá ser o motivador da
aprendizagem, apreciando, escutando e respeitando o
estudante, criando um estabelecimento de vínculo positivo,
confiando na capacidade de crescer e aprender do aluno.
Por fim, a escola tem um importante desafio, que é o de
aproveitar o potencial de inteligência de seus alunos para
conquista do sucesso no processo de aprendizagem. Os
professores são os principais agentes, por meio do
desenvolvimento de projetos de interesse para a realidade, do
ensino e aprendizagem e quando compreendem que
aprendizagem envolve cérebro, corpo e sentimentos, adotam
uma ação mais competente, levando em conta a influência
das emoções para o desenvolvimento na construção do
conhecimento.
Os neurônios por sua vez formam as células do sistema nervoso e a região da sinapse é a passagem do impulso nervoso de um neurônio para uma célula adjacente.
A educação infantil como direito se configura como conquista a partir de muitas e longas lutas na
história da sociedade brasileira. De 1975, quando da realização do primeiro Diagnóstico Nacional
da Educação Pré-Escolar, feito pelo MEC, passando por 1979 — Ano Internacional da Criança —,
pela Constituinte de 1988, pelo Estatuto da Criança e do Adolescente de 1990, até a Lei de
Diretrizes e Bases da Educação Nacional de 1996, trata-se da conquista de uma visão das crianças
enquanto cidadãos de direitos, inclusive o direito à educação infantil.
Os dez aspectos, que, segundo Zabalza (1998), são chaves para uma educação infantil de qualidade.
1- Organização dos espaços
2- Equilíbrio entre iniciativa infantil e trabalho dirigido no momento de planejar e desenvolver as atividades
3- Atenção privilegiada aos aspectos emocionais
4- Utilização de uma linguagem enriquecida
5- Diferenciação de atividades para abordar todas as dimensões do desenvolvimento e todas as capacidades
6- Rotinas estáveis
7 -Materiais diversificados e polivalentes
8 -Atenção individualizada a cada criança
9 -Sistema de avaliação, anotações etc. que permitam o acompanhamento global do grupo e de cada uma das crianças
10 -Trabalho com os pais e as mães e com o meio ambiente
A educação infantil passou a ter novo status com a
Lei n.º 9.394/1996, Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional (LDB), que explicita, em seu art. 29, que a escola
complementa a ação da família e da comunidade. Há conflitos nas
relações família-escola e, muitas vezes, essas relações não passam
de mútuas acusações. Outra fonte de conflito é a pouca clareza
que ambas as instituições têm em relação às próprias
responsabilidades na educação da criança. Esse estado de coisas
tem influenciado negativamente a educação infantil.
A criança possui sensibilidades e potencialidades que
precisam ser estimuladas e desenvolvidas, bem como períodos
sensíveis a serem adequadamente trabalhados. Como ela tem
uma mente absorvente, as instituições de educação infantil
devem planejar e organizar, cuidadosamente, o ambiente das
salas de aula.
Nos últimos dez anos, a educação e cuidado na primeira infância têm suscitado uma crescente
onda de interesse nos países-membros da Organização de Cooperação e Desenvolvimento
Econômico (OCDE). Os quadros políticos de decisão estão reconhecendo que o acesso equitativo
das crianças a uma educação e cuidado de qualidade poderá fortalecer os alicerces da
aprendizagem para o resto da vida, além de fornecer apoio a necessidades educacionais e sociais
mais amplas das famílias.
O conceito de profissionalidade docente diz respeito à ação profissional integrada que a pessoa da
educadora desenvolve junto às crianças e famílias com base nos seus conhecimentos,
competências e sentimentos, assumindo a dimensão moral profissional. (...) Evidentemente o
papel dos professores das crianças pequenas é, em muitos aspectos, similar ao papel dos outros
professores, mas é diferente em muitos outros. Estes aspectos diferenciadores configuram uma
profissionalidade específica do trabalho das educadoras de infância.
A educação infantil exige, desde cedo, um duplo protagonismo do educador, como criador de situações e
ambientes que favorecem a experimentação e a comunicação emocional com os bebês, e o protagonismo
dos próprios bebês, necessário à sua aprendizagem, desenvolvimento cultural e psíquico. O trabalho das
pessoas adultas que atuam com os bebês cuidando e educando exige que elas mantenham e estabeleçam a comunicação com os bebês em todos os momentos de cuidado. O cuidar e o educar
são dimensões presentes e indissociáveis em todos os momentos. Trata-se de uma comunicação
emocional.
No âmbito da educação infantil e do ensino fundamental tem-se
trabalhado, amplamente, com a chamada Pedagogia de Projetos,
ou ainda, com a Pedagogia por projetos ou, nos termos de
Fernando Hernández — pesquisador espanhol da Universidade
de Barcelona —, com Projetos de trabalho. Essa terminologia
refere-se à ideia de uma educação e de uma escola ativas, onde o
aluno é considerado sujeito da sua educação. A pedagogia de projetos é, hoje, considerada mais uma
postura do educador do que uma metodologia de ensino.
Nesse sentido, pensa-se no educador como um mediador
flexível e reflexivo, capaz de observar e escutar as crianças e
de saber intervir sempre que necessário, por meio de sua
sensibilidade e conhecimento. Entende-se, assim que essa
atitude é essencial para a formação de pessoas ativas,
reflexivas, participantes e cooperativas.
A primeira infância compreende os primeiros
seis anos de vida de uma criança. Essa é
considerada a 1ª etapa da educação básica,
constituída pela creche (0 a 3 anos) e pré-escola (4 e 5 anos). Mas por que a primeira infância é tão
importante para o desenvolvimento posterior da
criança? As pesquisas em neurologia mostram
que a primeira infância é um período fundamental
no desenvolvimento cerebral. Os bebês começam
muito cedo seu aprendizado sobre o mundo que
os cerca, desde os períodos pré-natal, perinatal
(imediatamente antes e após o nascimento) e pósnatal. No passado, não muito distante, o olhar no
período de (0 a 3 anos) era muito mais do cuidar
do que o do educar. Exatamente por esses novos
conhecimentos que a neurociência tem nos
revelado é que hoje há um equilíbrio no cuidar e
no educar, que são muito bem apresentados nas
Diretrizes do Conselho Nacional de Educação
para a primeira infância. (...), a importância de tratar com muito cuidado técnico a
educação na primeira infância, aprimorar as técnicas didáticopedagógicas para a educação na primeira
infância e entender que se torna imperativo oferecer
uma educação com significado já na
primeira infância, para um futuro promissor
de nossas crianças.
PARTE 2
No âmbito das escolas, das famílias e da sociedade mais ampla,
reconhece-se que há sempre uma complexa, mútua e estreita
relação entre educação, escola e sociedade. Muito embora não
seja fácil isolar ou identificar cada um dos fatores envolvidos
nessa relação para estudo, análise e melhor compreensão da
realidade, sabe-se que, a cada tempo e contexto, tais relações
configuram-se de modos próprios ou particulares dessa maneira as relações entre educação, escola
e sociedade influem, direta ou indiretamente, no cotidiano das
salas de aula, em todos os níveis de ensino.
Entender o processo de desenvolvimento com base em uma
perspectiva construtivista significa que o que a criança já sabe serve de base para novas construções
de conhecimento.
As crianças podem aprender umas com as outras em atos
cooperativos, conflituosos e de imitação, as interações estabelecidas nas relações criança-criança podem
propiciar momentos relevantes de desenvolvimento dos
envolvidos.
As interações estabelecidas nas relações criança-criança podem
propiciar momentos relevantes de desenvolvimento dos
envolvidos e observar as crianças em várias situações e registrar as
observações e as práticas pedagógicas ocorridas para
acompanhar o desenvolvimento das crianças e avaliar a
própria prática docente. A internalização de formas culturais de comportamento
envolve a reconstrução da atividade psicológica, tendo como
base as operações com signos e as mudanças nas operações com signos durante o
desenvolvimento são semelhantes àquelas que ocorrem na
linguagem. A internalização das atividades socialmente enraizadas e
historicamente desenvolvidas constitui aspecto característico
da psicologia humana.
“Vygotsky (1988) valoriza a linguagem escrita porque é mais reflexiva que a linguagem oral. Por meio da fala
organizamos o nosso pensamento. A escrita, representando a nossa fala, exige uma reorganização do
pensamento, uma maior reflexão e conexão entre as ideias defendidas”. Hoffman, Jussara, 2014.
Vigotsky buscou elaborar uma teoria que superasse as tendências
antagônicas presentes na psicologia de sua época. Nesse sentido,
estabeleceu as teses que se encontram presentes em sua obra. As funções psicológicas humanas se originam nas relações do
indivíduo com seu contexto social e cultural.
E em seus estudos, dedica especial atenção à questão da
linguagem, que, para ele, é um sistema simbólico fundamental em
todos os grupos humanos e, por isso, exerce importante papel na
formação das características psicológicas humanas.
A alfabetização, para as crianças, deve ter o significado de
que uma necessidade intrínseca deve ser despertada nelas e de
que a escrita deve ser incorporada a uma tarefa necessária e
relevante para a vida. Só então poderemos estar certos de que ela
a desenvolverá não como hábito de mãos e dedos, mas como uma
forma nova e complexa de linguagem. As tarefas de leitura e escrita devem estar inseridas em
contextos significativos para as crianças.
Tendo como perspectiva a criança ativa, construtora de
saber, “a primeira condição requerida para isso é a ativa
participação de cada criança na atividade, que regula o processo
de aprendizagem segundo seu estilo de aprender. Em segundo
lugar, os temas tratados devem ter relevância e responder às
preocupações infantis, relacionando-se a outras experiências
vividas. Ademais, as crianças necessitam ser inseridas em um
ambiente no qual participem de forma integrada, sendo
envolvidas em termos cognitivos, afetivos e psicomotores”. Na sua
prática pedagógica, o professor deve estabelecer os vínculos por meio das relações interindividuais
e mediar a relação criança-meio.
Froëbel, quando criou o Jardim da Infância, na Alemanha, em
1837, partiu do princípio de que a criança era uma semente a ser
cuidada para germinar e crescer. A professora era a jardineira, a
que cuidava do jardim e das sementes. Froëbel foi pioneiro em
assumir a dimensão pedagógica do Jardim de Infância, porque
acreditava que as atividades com modelagem, recorte, dobradura,
alinhavo, jogo, músicas e brinquedo contribuíam para o
desenvolvimento das potencialidades das crianças. Essa tendência
pedagógica relaciona-se com uma das correntes da psicologia do
desenvolvimento dessa maneira as características inatas do sujeito são fatores determinantes
do seu desenvolvimento.
O surgimento da linguagem imprime mudanças essenciais nos
processos psíquicos do homem, tais como: permite lidar com
objetos do mundo exterior mesmo quando eles estão distantes;
possibilita a conceituação, a ordenação e a classificação dos
objetos; designa coisas, ações e significados precisos.
Os pressupostos filosóficos e as implicações educacionais do
pensamento vigotskiano têm como fundamentos uma nova
concepção no campo da psicologia. Desde o nascimento, há uma interação do ser humano com o
meio social e cultural no qual está inserido. Essa concepção
se fundamenta no materialismo dialético, que acredita que o
conhecimento envolve sempre um fazer e um atuar do
homem.
O desenvolvimento neuro psicomotor infantil, até os 8 meses de idade, o bebê senta-se sozinho, mantendo-se estável sem apoio. Entre 9 e 12 meses de idade, o bebê engatinha ou anda com apoio. Entre 2 e 3 anos de idade, a criança diz seu próprio nome e nomeia objetos.
Evite usar tapetes ou utilizar os antiderrapantes são medidas contra a queda, considerada a mais
prevalente entre os acidentes infantis em crianças menores que 5 anos de idade. Limite o acesso de crianças, na faixa etária de 2 a 4 anos, a banheiros, lavanderias e piscinas.
Os registros das aprendizagens e desenvolvimento das crianças representam a análise e a
reconstrução da situação vivida pelo educador na interação com as crianças. Ao registrar o que observa,
diariamente, cada educador reflete sobre a evolução do seu próprio trabalho e sobre suas posturas educacionais, orienta o
replanejamento das novas intervenções. O registro é um instrumento importante para aprimorar o
trabalho do educador e orientar as intervenções necessárias às aprendizagens e ao desenvolvimento
das crianças.
O cuidado de qualidade aos bebês se mede pela satisfação de duas necessidades básicas: a necessidade de
afeto e a necessidade de atividades. A criança aprende quando é sujeito da atividade que a envolve e, por
isso, o desafio dos educadores é organizar situações e ambientes em que a criança possa, desde
pequenina, ser sujeito de atividades que provoquem e possibilitem seu desenvolvimento. Uma vez que é a
atividade do bebê, num cenário organizado pela educadora ou educador, que promove a formação e o
desenvolvimento de sua inteligência e personalidade, o espaço do berçário deve ser planejado e
organizado de tal forma que possibilite a atividade autônoma livre, com objetos atraentes e provocadores de sua ação e experimentação e
com espaço que possibilite seu movimento livre, seu deslocamento e o encontro entre as crianças. A
rotina deve prever momentos de atenção individualizada de qualidade e momentos de atenção
indireta da educadora e do educador, que é o tempo para a atividade autônoma do bebê.
A criança é um sujeito social e histórico que
está inserido em uma sociedade que partilha de
uma determinada cultura. É profundamente
marcada pelo meio social em que se desenvolve,
mas também contribui com ele (BRASIL, 1994a).
A criança, assim, não é uma abstração, mas um
ser produtor e produto da história e da cultura
(FARIA, 1999). Olhar a criança como ser que já
nasce pronto, ou que nasce vazio e carente dos
elementos entendidos como necessários à vida
adulta ou, ainda, a criança como sujeito
conhecedor, cujo desenvolvimento se dá por sua
própria iniciativa e capacidade de ação, foram,
durante muito tempo, concepções amplamente
aceitas na Educação Infantil até o surgimento das
bases epistemológicas que fundamentam,
atualmente, uma pedagogia para a infância. Os
novos paradigmas englobam e transcendem a
história, a antropologia, a sociologia e a própria
psicologia resultando em uma perspectiva que
define a criança como um ser competente para interagir e
produzir cultura no meio em que se
encontra.
PARTE 3
Todas as crianças são chamadas pelo nome. A criança é ouvida. As crianças são individualmente
recebidas e entregues às famílias na entrada e na saída. Os momentos das refeições são considerados
como atividades pedagógicas de grande valor no aprendizado infantil. Há um diálogo aberto e contínuo com os pais o que ajuda a responder às necessidades individuais da
criança. Nos momentos da troca de fraldas e do banho, sempre se conversa com as crianças.
O
cardápio elaborado pela nutricionista é trabalhado com as crianças. A alimentação é compreendida
não apenas sob seu aspecto físico, de satisfação da fome em função das necessidades de preservação
da saúde e da vida, mas encarada, também, face aos aspectos educacionais, afetivos e sociais As variações de humor são respeitadas. As crianças têm direito a momentos de privacidade e
quietude. As crianças com dificuldades especiais recebem apoio para participar das atividades e
brincar com os colegas. Não punimos nem segregamos as crianças mais agitadas, sempre
estabelecemos o diálogo.
As creches e pré-escolas são espaços coletivos de vivência da infância e devem contribuir para a
identidade social e cultural das crianças, é um local de vivências e explorações. A percepção do ambiente
pelos bebês se dá, principalmente, de duas maneiras: ora eles buscam segurança e afeto em alguém
familiar, como a mãe e o educador, ora têm a atenção desviada por novidades que lhes despertam a
curiosidade. O equilíbrio dessas duas condições é indispensável. A organização do tempo, da rotina
promotora do desenvolvimento da criança deve basear-se nos seguintes critérios variedade e continuidade. O desenvolvimento dos pequenos está ligado a dois fatores básicos: a
movimentação pelo ambiente e as descobertas sobre os objetos, sobre os outros e sobre si próprio.
A desejada interação dos profissionais da creche com as famílias, visando a compartilhar a educação
infantil, enfrenta dificuldades. As relações humanas em que há compartilhamento de ações, visando a um
objetivo comum, são permeadas de contradições e, no aspecto relacional, há pontos de vista diversos.
Uma atitude dos profissionais das instituições da educação facilitadora desta interação é garantir espaço para troca de experiências de pais e de profissionais, numa atitude de
complementaridade e partilha. Tanto as instituições familiares quanto a educacional, estão
enraizadas em identidades sociais, étnicas, culturais e as normas têm de ser negociadas.
O termo Jardim de Infância surgiu na tendência romântica,
em que a criança é a semente e a professora, a jardineira. A tendência crítica entende a criança nos seus aspectos
culturais e sociais, tendo o trabalho coletivo como sua
principal característica.
As situações pedagógicas podem ocorrer fora da escola,
como excursões a parques, zoológico, entre outras. Os ambientes de sala de aula devem ser alternadamente
movimentados, semi- movimentados e tranquilos.
Contos de fadas e elementos como areia e argila possibilitam
novas experiências às crianças.
O ponto de partida das atividades deve ser a realidade da
criança.
A sala de aula pode ser estruturada em cantos: casinha,
cabeleireira, vendinha, de leitura, posto de gasolina.
A grande questão é: partir dos conhecimentos que a
criança possui e valorizá-los, assegurando-lhe a aquisição de
novos, e ajudá-la a desenvolver atitudes de curiosidade e crítica
tendo em vista a conquista da sua autonomia e permitindo-lhe
iniciar com sucesso sua trajetória no sistema de ensino. Assim,
não basta selecionar conteúdos de aprendizado, é necessário
refletir sobre como eles serão trabalhados com as crianças. É imprescindível a participação ativa das crianças nas
atividades.
É desejável propiciar situações contextualizadas e
significativas às crianças. O educador deve possibilitar à criança a oportunidade de
produzir questões e formular respostas a elas.
Professor e alunos refletirem e conversarem sobre as atividades
aprendidas faz parte das relações dialógicas em sala de aula.
Essas conversas podem desenvolver o vocabulário dos alunos e
ajudá-los a desenvolver seu senso da auto- avaliação. Devem existir observações e registros do professor sobre os
avanços no desenvolvimento dos alunos. Arquivos contendo planos e materiais referentes aos temas
a serem trabalhados em sala e relatórios das crianças são
imprescindíveis.
É positivo manter um banco de dados sobre atividades
significativas de cada criança, em ordem cronológica, de
modo a poder avaliar seu desenvolvimento.
A função da educação infantil é a integração das dimensões
educar e cuidar. A função do RCNEI é subsidiar as práticas pedagógicas da
educação infantil de todo o Brasil.
A educação infantil, conforme a LDB, está dividida em
creche e pré-escola, e a década de 30 do século passado foi marcada pelo
movimento escola-novista. Para Piaget, a criança é ativa e constrói seu conhecimento de
forma reflexiva.
Para Vygotsky, a criança retira seus conhecimentos das
interações sociais que faz com adultos e outras crianças nesse sentido o professor, na abordagem piagetiana, deve ser
problematizador e criar situações que levem as crianças a
pensar, a criança deve ser considerada de forma integrada nos seus
aspectos cognitivos, afetivos, expressivos, motores e simbólicos.
Para que isso de fato seja levado em consideração pelo educador
de crianças pequenas, algumas condições devem ser
estabelecidas.
O educador deve criar situações para que a criança explore
o meio a sua volta e o educador deve proporcionar brincadeiras para a criança
transformar situações e significados já conhecidos em
elementos novos. O educador deve acreditar na capacidade de seus alunos para
a construção da auto-imagem positiva de cada um.
A parceria escola-família faz parte do projeto político-pedagógico
e é necessária em se tratando de escola para crianças pequenas.
Tanto os pais devem saber o que esperar da escola quanto a
escola vê nos pais os verdadeiros parceiros da caminhada
pedagógica dos filhos. Para que essa parceria exista, várias
questões são postas. Para o bom andamento de uma creche é preciso haver limites
da participação dos pais nas aulas, porém estes são bemvindos nos momentos de chegada e de refeições.
A educação especial foi contemplada na LDB, a formação do professor de educação infantil e de 1.ª a 4.ª
série do ensino fundamental está prevista para ser de nível
superior, sendo admitida a de nível médio. Deverá ser implementado o ensino fundamental de 9 anos de
duração até o ano de 2010, ano a partir do qual será
obrigatório o ingresso de crianças de seis anos na primeira
série.
No processo de avaliação de uma escola, as informações e os
subsídios coletados de todos os agentes — alunos, professores,
equipe pedagógica e demais profissionais — devem ser utilizados
para orientar o trabalho pedagógico realizado em sala de aula e
em toda a instituição.
As observações e registros sistemáticos do professor sobre
os fatos importantes, que ocorrem com as crianças e no seu
próprio trabalho, são relevantes instrumentos de avaliação. Na escola, todos os agentes são passíveis de avaliação; não
se trata apenas de identificar falhas mas, principalmente, de
evidenciar os papéis de cada um no processo pedagógico.
A criança é um ser em crescimento porque
seu corpo está continuamente aumentando em
peso e altura; porque estas características estão
em permanente transformação. As mudanças que vão acontecendo no
desenvolvimento da criança são qualitativas e
quantitativas— o recém-nascido é diferente do
bebê que engatinha, que é diferente daquele que
já anda, já fala, já tirou as fraldas. O crescimento e o desenvolvimento da
criança pequena ocorrem tanto no plano físico
quanto no psicológico, pois um depende do outro.
Embora dependente do adulto para sobreviver, a
criança é um ser capaz de interagir num meio
natural, social e cultural desde bebê. A partir de seu nascimento, o bebê reage ao
entorno, ao mesmo tempo em que provoca
reações naqueles que se encontram por perto,
marcando a história daquela família. Os
elementos de seu entorno que compõem o meio
natural (o clima, por exemplo), social (os pais, por
exemplo) e cultural (os valores, por exemplo) irão
configurar formas de conduta e modificações
recíprocas dos envolvidos.
Zilma Ramos de Oliveira. Educação infantil. São
Paulo: Cortez, 2002, p. 216 (com adaptações)
PARTE 4
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, de 1996,
estabeleceu a educação infantil como a primeira etapa da
educação básica, oferecida em creches e pré-escolas.
A criança é entendida como sujeito no processo de ensino-aprendizagem e o ambiente educacional exerce
influência neste processo. Os espaços e a rotina das instituições de educação infantil devem ser
planejados de modo a proporcionar multiplicidade de experiências e contato com todas as linguagens, o
tempo todo, garantido os cuidados com segurança e saúde. Há a necessidade de adoção de uma linha de
tempo que permita às crianças, desde bebês, usufruírem da natureza, observarem e sentirem o vento, brincarem com água e areia, evitando que as
crianças fiquem em espaços internos às construções na maior parte do tempo em que se encontram
nas instituições de Educação Infantil.
O parque é um lugar que deve oferecer muita interação e
desafios corporais, contemplar brinquedos, bebedouros, bancos, duchas e torneiras acessíveis às
crianças. Deve ter pisos variados, como grama, borracha e tanques de areia. A criança pequena gosta de desenhar, de modelar, de dançar e de
ouvir música e são atividades que aparecem muito cedo no
desenvolvimento infantil e pela expressão e representação plástica, onde as crianças podem
mostrar o seu mundo interno e refletir o conhecimento que
têm do mundo externo.
A Unidade Educacional é um espaço privilegiado para a adoção de práticas alimentares adequadas, uma vez
que ela propicia aos alunos o direito de conhecer e produzir conhecimento, valorizando o saber e o acesso a
informações que lhes permitam observar e construir significações pessoais sobre o mundo e sobre si mesmas.
Cabe aos educadores vislumbrar, nos Programas de Alimentação
Escolares, possibilidades educativas, promovendo ações planejadas e cotidianas inseridas no Projeto Pedagógico e que se
transformem num trabalho sistemático, contínuo, multidisciplinar e de natureza complementar à
família. O alimento desempenha um papel importante, não só como fornecedor de matéria-prima
para o organismo, mas também como forma de relação da criança com o mundo que a cerca.
Discussões sobre alimentação saudável devem ser inseridas na construção do Projeto Pedagógico da
Unidade, de forma a envolver toda a comunidade escolar. E é fundamental respeitar os hábitos
alimentares e valorizar as relações interpessoais e de refletir sobre quando é provido um alimento a alguém, além de todos os nutrientes necessários
que são oferecidos, também é alimentado seu espírito, sua imaginação e cuida-se para que participe
dos costumes de sua cultura e esteja com os outros.
É imprescindível que a alimentação da criança seja realizada em ambiente agradável e tranquilo. A
criança deve alimentar-se, preferencialmente, no refeitório, sentada à mesa ou em cadeirões e na
companhia dos educadores. Esse espaço deve favorecer o convívio social, proporcionar experiências
culturais e contribuir para o processo de construção da autonomia. Neste local, as crianças também
aprenderão os rituais que permeiam a refeição, como utilizar os talheres, sentar-se à mesa, compartilhar o
que gosta, servir-se e alimentar-se sozinha. Algumas medidas importantes devem ser adotadas no
momento da distribuição dos alimentos, visando a dar continuidade às boas práticas de manipulação dos
alimentos iniciadas na cozinha, para preservar a segurança alimentar e nutricional. Deve-se garantir prática diária de higienização das mãos antes das refeições. Cada criança tem de se
alimentar com talheres individualizados, não devendo compartilhá-los. Não assoprar os alimentos
para esfriar. A água presente nas salas de atividades deve ser trocada frequentemente e suas jarras
mantidas tampadas e higienizadas a cada período, bem como os copos não descartáveis.
Creche e pré-escola devem ser abertas aos pais para
compartilhar sucessos, dificuldades e desenvolver um
trabalho mútuo.
A parceria deve ser de todos os funcionários da escola com
os pais e parentes da criança.
A criança percebe e entende o mundo que a cerca. O
mundo está dado, determinado. Na mais tenra idade, ela tem de
se relacionar com determinadas heranças culturais e momentos
históricos que fazem parte do mundo e com as pessoas a sua
volta. Para isso, ela utiliza as várias formas de expressão de que
dispõe: a fala, a expressão corporal, o desenho e a escrita. No
processo de aquisição da escrita, a criança aprende a língua
escrita de maneira ativa, retirando das relações sociais e do meio
em que vive as informações necessárias para se apropriar desse
objeto de conhecimento.
Os ideais escola-novistas incluíam a defesa do ensino laico
e da escola pública. Os materiais curriculares devem ser diversos e
diversificáveis, para que, como peças de uma construção,
permitam a cada professor elaborar seu projeto específico de
intervenção, adaptado às necessidades de sua realidade
educacional e a sua personalidade. Quanto mais diversos e mais
diversificáveis forem os materiais, mais fácil será a elaboração de
propostas singulares.
Os critérios de escolha dos materiais didáticos devem levar
em consideração o tipo de atividade a ser desenvolvida. Materiais como papel, vídeo, informática, áudio podem ser
usados, desde que se leve em consideração os objetivos
previstos para a atividade.
Tal como ocorre com as dificuldades de
aprendizagem na educação infantil e/ou qualquer
fase da vida, definidas genericamente, é uma tarefa igualmente difícil especificar fatores ou
indicadores definitivos que estejam realmente
implicados na origem das dificuldades de escrita.
Muitas pesquisas têm sido realizadas com o
propósito de identificarem os aspectos que
interferem na aprendizagem tanto da leitura,
quanto da escrita, constatando-se na literatura
especializada uma ampla gama de fatores que
podem contribuir para que essa dificuldade se
instale. Dentro desse contexto, considera-se que
o aprendizado dessas habilidades instrumentais
para a vida de qualquer ser humano depende do
desenvolvimento e inter-relacionamento de uma
ampla gama de elementos avaliados no processo
do ensino-aprendizagem, os elementos avaliados no processo do ensino aprendizagem podem ser definidos, corretamente,
como competências cognitivas e habilidades
psicomotoras.
PARTE 5
A criança é capaz de formular várias hipóteses de escrita. A criança na fase pré-silábica está atenta aos aspectos
gráficos da escrita, sem se preocupar com os sons das
palavras e na fase silábica, a criança observa os sons das palavras e
começa a colocar uma letra, ou tentativas de letras, para cada
som que ouve.
Se existe discriminação entre as crianças pequenas que precisa ser combatida pelo diálogo e jamais
ignorá-la ou naturalizá-la. O preconceito implica sempre uma relação social, é o meio mais eficaz de
discriminação e de exclusão, portanto, de violência, porque a diferença é considerada desigualdade e
não diversidade.
O sono é importante para a aprendizagem, para a regulação da emoção e para o crescimento, além de ser
uma necessidade fisiológica. No que se refere ao espaço reservado para o repouso, este precisa ser
arejado, com luz indireta e isolado dos demais ambientes.
As relações interpessoais são o ponto central do trabalho realizado nas instituições educacionais de
educação infantil. Elas se estabelecem de diferentes formas: pelo olhar, pelo diálogo, pelo toque que
acalenta, conforta, transmite alegria e cria elos entre você e o outro. Exige cuidados com a segurança das
crianças e é importante manter tesouras e objetos cortantes em armários trancados. O uso de cortinas de tecido soa como
algo inofensivo, mas não é, acumula poeira, o que causa alergias e, durante a brincadeira, alguma
criança pode se enrolar, correndo o risco de se sufocar. A opção é persiana de plástico. garantir que nenhum objeto que caiba em um copinho de café esteja ao alcance das crianças. É
necessário ter atenção redobrada a botões, miçangas, lantejoulas e outras miudezas. Evite a
exposição das crianças a esses objetos e garantir que as tomadas e a fiação estejam acima do alcance das crianças e, quando não for possível,
que sejam resguardadas por protetores apropriados. Atenção ainda aos aparelhos conectados a elas.
Além do risco de choques elétricos, eles oferecem o risco de quedas do próprio objeto e de tropeços
para crianças e adultos, por isso precisam estar fixados em local firme e, tanto o aparelho quanto o
fio, deve estar fora do alcance das crianças. Também os armários devem ser fixados na parede.
Ao adotar em classe a posição de leitor, o professor cria uma
ficção: procede ‘como se’ a situação não acontecesse na escola,
‘como se’ a leitura estivesse orientada por um propósito não didático — compartilhar com os outros um poema que o
emocionou ou uma notícia jornalística que o surpreendeu, por
exemplo. Seu propósito é, no entanto, claramente didático: o que
se propõe com essa representação é comunicar a seus alunos
certos traços fundamentais do comportamento do leitor, a postura do professor é louvável, porque reproduz atos e modalidades de leitura que
exprimem finalidades reais, pois o único bom ensino, segundo Vygotsky, é aquele que se
adianta ao desenvolvimento dos alunos.
Na gestão pedagógica da unidade de Educação Infantil, a equipe de funcionários é um elemento
fundamental e sua constituição pressupõe a busca da unidade do sentido compreendido, em um vaivém
contínuo do todo à parte e da parte ao todo, retificando sempre que necessário.
Formar equipe é entender o sujeito como ser de relações e garantir a interação em clima pluralista, que incentiva a participação consciente dos sujeitos em um processo constante de
pertencimento e humanização. Uma atividade diária em uma instituição de Educação Infantil que não
reproduz as desigualdades entre gêneros, nem os processos de discriminação e combate à educação
sexista, em que meninos e meninas se desenvolvem com conceitos discriminatórios sobre gênero, sobre o
que é esperado e desejado para ambos, reforçando os modelos de feminilidade e masculinidade pensados
e impostos pela cultura hegemônica.
PARTE 6
Todos os espaços são ocupados por meninas e meninos, indiscriminadamente e as crianças brincam
espontaneamente com os brinquedos que escolhem sem constrangimentos. Meninos participam de
brincadeiras como cuidar da casa, cozinhar, passar roupa e cuidar dos filhos, que são vistas como
funções das mulheres. Assim, as crianças trocam e experimentam os papéis considerados
masculinos.
A criança não nasce sabendo brincar, embora traga consigo a necessidade de fazê-lo. Ela precisa aprender
por meio das interações com outras crianças e com os adultos. Ao observar outras crianças e as
intervenções de familiares e educadores, elas aprendem novas brincadeiras e suas regras. Após essa etapa,
podem reproduzir o que aprenderam ou recriar outras brincadeiras. Assim é que circula e se preserva a
cultura lúdica. Nas brincadeiras, o educador deve perceber o desenvolvimento social, moral, afetivo e
cognitivo que o brincar pode proporcionar para as crianças. Para isso o professor deve interagir com a criança nas brincadeiras, sempre garantindo o protagonismo infantil, pois o brincar
relaciona-se com a aprendizagem. Brincar é aprender. O lúdico é uma proposta educacional.
A brincadeira de conteúdo televisivo não surge da imitação
servil daquilo que é visto na televisão, mas a partir do
conjunto de imagens captadas, que devem ser combinadas e
transformadas no âmbito de uma estrutura lúdica.
O desenvolvimento não pode ser considerado como uma expansão automática de potencialidades, mas
como um complexo processo de interações entre crianças e entre a criança e o adulto. O profissional da
Educação Infantil deve ser alguém qualificado para mediar o desenvolvimento e as aprendizagens da
criança e ser capaz de estabelecer uma boa comunicação com as crianças, ajustando sua postura, tom de
voz e dando bons exemplos, o que exige interagir com a criança procurando compreender seu mundo e o modo como ela o vivencia, não
ignorar nem desrespeitar as várias formas dialetais utilizadas pelos alunos, dar voz à criança e
orientá-la a respeitar a fala dos outros.
Segundo o caderno do MEC, a introdução de brinquedos e
brincadeiras na creche depende de condições prévias, ambiente educativo planejado que ofereça oportunidades de qualidade para as brincadeiras e
interações. É preciso planejamento do espaço físico e de ações intencionais, entendendo a
brincadeira como uma linguagem que se aprende em interação.
Na interação se dá a gênese das estruturas de pensamento, a construção do conhecimento e a constituição de si
mesmo como sujeito. A brincadeira é um espaço de construção de conhecimentos pelas crianças. Brincar é uma ação livre, iniciada e conduzida pela criança, dá prazer, não exige como condição um produto
final, relaxa, envolve, ensina regras, linguagens, desenvolve habilidades e introduz a criança no
mundo imaginário.
PARTE 7
BUSCANDO QUALIDADE NA EDUCAÇÃO INFANTIL
A brincadeira é importante porque dá a criança o poder de tomar decisões, expressar sentimentos e valores, conhecer
a si, os outros e o mundo, de repetir ações prazerosas, de partilhar, expressar sua individualidade e
identidade por meio de diferentes linguagens, de usar o corpo, os sentidos, os movimentos, de
solucionar problemas e criar, uma ferramenta para a criança se expressar, aprender e se desenvolver. Ao brincar, a criança
experimenta o poder de explorar o mundo dos objetos, das pessoas, da natureza e da cultura, para
compreendê-lo e expressá-lo por meio de variadas linguagens. É no plano da imaginação que o
brincar se destaca pela mobilização dos significados.
Cabe à creche e à pré-escola, espaços institucionais diferentes do lar, educar a criança de 0 a 5 anos e 11
meses com brinquedos de qualidade, substituindo-os, quando quebram ou já não despertam mais
interesse. Para adquirir brinquedos, é fundamental selecionar aqueles com o selo do Inmetro, Instituto
Nacional de Metrologia, o brinquedo deve ser durável, garantir a segurança e ampliar oportunidades para o brincar; atender à diversidade racial,
não induzir a preconceitos de gênero, classe social e etnia; não estimular a violência; incluir
diversidade de materiais e tipos, ou seja, brinquedos tecnológicos, industrializados, artesanais e
produzidos pelas crianças, professoras e pais.
Os eixos norteadores das práticas pedagógicas devem ser as interações e a brincadeira, não se pode
pensar no brincar sem as interações. Interação com as crianças. O brincar com outras crianças garante a produção, a conservação e a
recriação do repertório lúdico infantil. Essa modalidade de cultura é conhecida como cultura infantil
ou cultura lúdica.
O PNAE, Programa Nacional de Alimentação Escolar, é um programa do Ministério da Educação e seu
objetivo é complementar a alimentação dos alunos, contribuindo para que permaneçam na escola, tenham
bom desempenho escolar e bons hábitos alimentares. É o trabalho pedagógico com o
cardápio da alimentação escolar que visa a ajudar as crianças a estabelecer práticas e hábitos alimentares adequados às necessidades
nutricionais do seu organismo e adaptados ao padrão cultural e aos recursos alimentares da área em
que vivem.
Em consonância com a função social da escola, as Diretrizes Curriculares Nacionais indicam como
norteadores de suas ações pedagógicas dos estabelecimentos educacionais os princípios éticos, políticos e
estéticos da sensibilidade, da criatividade e da diversidade. A ética e a cidadania nas escolas pressupõem
intervenções práticas, envolvendo convivência democrática, direitos humanos e inclusão social. As situações conflituosas também são
meios de aprender a conhecer e reconhecer diferentes pontos de vista, sentimentos e desejos
envolvidos que só são possíveis nas interações sociais com os outros.
Através do RCNEI, IQEI e PNQEI, percebe-se que está havendo uma preocupação
com a qualidade da Educação Infantil e que o Ministério da Educação e Cultura (MEC),
está oferecendo materiais para que as instituições de Educação Infantil promovam um
atendimento de qualidade. Uma das grandes preocupações que há em relação às escolas,
é que em muitos casos a equipe gestora não tem conhecimento sobre esses documentos
que são oferecidos a elas ou, não dão a devida importância.
O currículo escolar deve ser construído com base no PPP, pois ele estabelece as
atividades pedagógicas que serão desenvolvidas durante o ano letivo, e a maneira como
devem ser executadas. Dessa forma, o currículo deve ser construído também
coletivamente, pois deve unir a teoria e a prática, para isso necessita que todos tenham
conhecimento do que foi planejado.
PARTE 8
Em tempo de grande e acelerada evolução das tecnologias de informação e comunicação, é preciso
pensar na Instituição Educacional que dialoga com o ambiente social, com o mundo do conhecimento;
que se pensa, se avalia, sente e intervém. Os educadores também são co-construtores da Unidade
Educacional e a gestão da instituição reflexiva a entende como uma organização que aprende e é capaz de
sistematizar saberes sobre si mesma e de alimentar o seu próprio amadurecimento institucional. A
Instituição Educacional, como uma comunidade de aprendizagem, caracteriza-se por ter uma ação
organizacional que qualifica não somente os que nela estudam, mas os que nela ensinam. Na escola reflexiva as
pessoas são o sentido da existência da Instituição. O espaço é criado e recriado pelo convívio, onde ocorre descentralização do poder.
O atendimento em creches e pré-escolas, como direito social das crianças, afirma-se na Constituição de
1988, com o reconhecimento da Educação Infantil como dever do Estado com a Educação. É dever do
Estado garantir a oferta de Educação Infantil pública, gratuita e de qualidade, sem requisito de seleção. O
documento “Revisão das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil” define criança como sujeito histórico e de direitos que, nas interações, relações e práticas cotidianas que vivencia,
constrói sua identidade pessoal e coletiva e constrói sentidos sobre a natureza e a sociedade,
produzindo cultura.
A forma como a educadora interage com a criança e seu agrupamento infantil e a relação corporal que
estabelece e que envolve corpo e olhar podem facilitar ou dificultar o diálogo, Um(a) educador(a) sentado(a) junto às crianças, no mesmo nível delas, por exemplo, numa roda,
interage com o grupo.
O ser humano não nasce pronto, ele é construído em um processo longo que acompanha a vida toda. A
infância é um tempo de cidadania. Não se preparam crianças e adolescentes para um dia serem sujeitos de
direitos, eles já são sujeitos de direitos. Essa concepção está presente no Estatuto da Criança e do
Adolescente, o ECA, quando afirma que os direitos da infância e do adolescente devem ser vividos agora.
Determina que a criança tem direito a comer, a brincar, à moradia e à educação. O maior direito que uma
criança tem é ser criança. A infância é um tempo que o indivíduo desenvolve-se como ser humano, vivencia o início do processo de
humanização, de construir-se como humano. É necessário possibilitar que cada criança desenvolva
todas as suas potencialidades, identidades, valores; sua ética, sua mente, sua autoestima, sua
capacidade motora e sua corporalidade.
No entanto, para que o professor desenvolva o seu trabalho não basta somente a
formação inicial, a continuidade da formação é necessária, pois constantemente a área
da educação está se transformando e surgindo novos conhecimentos e metodologias
para que esse profissional possa trabalhar em sala de aula.
Mediação significa um estado de alerta permanente do educador que acompanha e estuda a história da
criança em seu processo de desenvolvimento. Entendida dessa forma, a avaliação é um processo que
admira e respeita cada criança em suas manifestações diversas e singulares do dia a dia. A admiração e o
respeito se fundamentam em premissas teóricas consistentes sobre a construção do conhecimento e na
definição de objetivos significativos que embasem a observação, a reflexão e a ação pedagógica. Avaliar
é construir estratégias de acompanhamento da história que cada criança vai construindo ao longo de sua
vivência na instituição e fora dela, participando dessa história. É de vital
importância ao educador, aproximar-se da lógica do pensamento infantil inerente à ação interativa, diferente da lógica do
adulto, o que implica uma leitura séria e ampla dos significados que a criança constrói sobre os
objetos e sobre as situações desde recém-nascida.
PARTE 9
As práticas pedagógicas devem garantir experiências diversas e descrever experiências corporais e afetivas que possibilitam o conhecimento de si e do mundo. O adulto ao pegar a criança no colo, troca os olhares, sorrisos, conversa, faz massagens no corpo e garante um
ambiente planejado com materiais diversos. Os bebês maiores sobem em almofadas higienizadas,
pegam um brinquedo que estava a certa distância e brincam com o pé e a mão.
“Currículo é o conjunto de práticas que buscam articular as experiências e os saberes das crianças com os
conhecimentos que fazem parte do patrimônio cultural, artístico, ambiental, científico e tecnológico, de modo
a promover o desenvolvimento integral de crianças de 0 a 5 anos de idade.”
DCNEI. E para efetivação de seus objetivos, as propostas pedagógicas e curriculares das
instituições de Educação Infantil deverão prever condições para o trabalho coletivo e assegurar a participação, o diálogo e a escuta cotidiana das crianças e das famílias garantindo o respeito e a
valorização de suas formas de organização.
Segundo o MEC/SEESP – Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva –, do
nascimento aos três anos, o atendimento educacional especializado se expressa por meio de serviços de
estimulação precoce, que objetivam otimizar o processo de desenvolvimento e aprendizagem em interface
com os serviços de saúde e assistência social. Em todas as etapas e modalidades da educação básica, o
atendimento educacional especializado é organizado para apoiar o desenvolvimento dos alunos, constituindo
oferta obrigatória dos sistemas de ensino. O atendimento educacional especializado deve ser realizado no turno inverso ao da classe comum, na própria escola ou centro especializado que realize esse
serviço educacional.
“Pensar globalmente e agir localmente.” As influências africanas estão na linguagem, na comida, na religião,
na música, nas brincadeiras, nas artes visuais, nas festas etc.. O reconhecimento do patrimônio cultural afro-brasileiro deve ser incluído entre os temas trabalhados na Educação Infantil no dia a dia. O trabalho com o
corpo, o movimento e a brincadeira merecem atenção especial, porque é no corpo que o racismo
ganha concretude e visibilidade na Educação Infantil.
Segundo as Diretrizes Curriculares da Educação Básica para a Educação Infantil: um processo contínuo
de reflexão e ação na educação dos bebês e das crianças pequenas, o foco
do trabalho educativo são as situações contextualizadas de manifestações artísticas e culturais, ao contrário da transmissão de técnicas para
a promoção de habilidades e competências, tais como: técnicas de pintura, teatro ou a codificação e
decodificação das letras.
Uma brincadeira, considerada comportamento que não se origina
de nenhuma obrigação, senão do que é livremente consentido,
busca somente o prazer que a atividade proporciona e tudo pode se tornar brinquedo, e o sentido de objeto lúdico
é dado por aquele que brinca enquanto a brincadeira perdura.
Percebe-se que o professor é um dos fatores mais importantes para se atingir a
qualidade da Educação Infantil, pois é ele quem está trabalhando dentro da sala de aula
e diretamente com o aluno desenvolvendo aquilo que foi planejado pela equipe escolar.
Eu não sabia que meu primeiro eixo seria a família (que
nasceu com o jogo de casinha), e o segundo, os meios de
transportes (com o jogo do avião). É nesse sentido que o
currículo (e o conteúdo que vai implícito nele) vai sendo
construído. Nessa metodologia, ele só pode ser construído, pois
o ato de refletir está inserido na vida e não fora dela; portanto,
não posso pré-estipular eixos desse currículo. Não quero dizer
que o educador com isso não saiba o que vai desenvolver com
cada faixa etária, mas que o desafio é a partir das situações
significativas de vida do grupo. Pois, caso contrário, o currículo
não será expressão de vida, reflexão, aprendizagem,
conhecimento, mas puro ato mecânico, alienado da ação
transformadora de seus sujeitos. As atividades devem ser desafiadoras, propiciar descobertas
e cooperação entre as crianças. A realidade da criança é fonte de informações para a
construção do currículo pelo educador.
O professor deve propiciar um ambiente de confiança,
cooperação e autonomia às crianças. A postura do professor deve ser firme e segura, além de
estabelecer uma relação afetiva positiva para com seus
alunos. O professor observa e valoriza o trabalho em grupo como
meio de levantar conteúdos do interesse dos alunos.
A professora agirá como elemento facilitador e
incentivador do interesse da criança pela leitura à medida que não
se comportar apenas como leitora, mas também como espectadora
das “leituras” reproduzidas pelas crianças. O registro dessas
leituras por meio de gravadores ou de anotações permitirá à
professora perceber a evolução que uma criança faz nesse
particular. A professora deve estar atenta à evolução das leituras
reproduzidas pelas crianças, A professora, ao se comportar como espectadora da leitura
do aluno, está incentivando-o a ler. O ponto de partida do planejamento político-pedagógico da
escola deve ser a criança concreta e historicamente situada,
A família deve conhecer e compartilhar das concepções de
educação e do ensino-aprendizagem que se desenvolvem na
escola de seus filhos, todos os sujeitos de uma escola são co-partícipes do seu
projeto político-pedagógico.
Organizar a prática pedagógica a partir do modelo metodológico
de resolução de problemas requer por parte do professor o
planejamento de situações de ensino e aprendizagem que sejam
atividades e intervenções pedagógicas adequadas às necessidades
e possibilidades de aprendizagem dos alunos.
analisar o conhecimento prévio dos alunos.
favorecer a construção da autonomia intelectual dos alunos.
A tendência crítica reconhece o papel de cidadão, tanto do
professor como da criança, e valoriza o trabalho coletivo. São características da tendência cognitiva: tudo começa com
a ação; professor desafiador com expectativas positivas em
relação às crianças.
A creche é um dos contextos de desenvolvimento da
criança. Além de prestar cuidados físicos, ela cria condições para
o seu desenvolvimento cognitivo, simbólico, social e emocional.
O importante é que a creche seja pensada não como instituição
substituta da família, mas como ambiente de socialização
diferente do familiar.
Considere que Carla brinque com Diogo de casinha, que
ambos façam de conta que fizeram um bolo, cantem
parabéns, coloquem o “filho” para dormir e discutam sobre
quem vai buscá-lo pois está chorando. Nessa situação, essa
brincadeira simbólica das crianças as coloca em papéis
sociais diferentes de sua condição de criança.
O professor deve planejar situações em que as crianças
sejam levadas a examinar, explorar e construir significações.
Zilma de Oliveira e outros. Creches: crianças, faz de
conta & cia. São Paulo, Vozes, 1994, p. 64.
Lúcia Lins Browne Rego. Literatura infantil. São Paulo: FTD, 1995, p. 56 (com adaptações)
PARTE 10
Durante muito tempo, a brincadeira foi considerada futilidade,
cuja única finalidade seria a distração, o recreio, concepção que
se associava à de criança. Foi preciso que houvesse uma mudança
profunda no conceito de criança para que se pudesse associar uma
visão positiva às atividades espontâneas e a brincadeira é um processo de relações inter- individuais,
portanto de cultura.
Nas brincadeiras de faz de conta, as crianças aprendem a reproduzir os gestos e a fala de pessoas em
diferentes papéis sociais ou de personagens de filmes e/ou de histórias lidas. Podem inventar roteiros
alimentados por sua fantasia e, por isso, devem ter espaço garantido na Educação Infantil. No entanto,
conforme Silva Jr. e Dias, em Orientações Curriculares para a Valorização da Diversidade Racial na
Educação Infantil, de 2011, nem todas as crianças têm na brincadeira um momento positivo de expressão e
elaboração pessoal.
Para as crianças negras, muitas vezes, a brincadeira é também espaço de preconceito e cerceamento de desejos. Caso as crianças negras sejam
desqualificadas nos papéis que venham a ocupar nos jogos simbólicos, o professor deve estar atento
e proporcionar mudanças que estimulem formas positivas de interação, além de estimular novas
perspectivas entre as crianças.
A Lei Municipal nº 6.662/1991 criou o Conselho de Escola nas unidades educacionais e estabeleceu, no artigo 3º, que ao Conselho de Escola caberá estabelecer, para o âmbito da
escola, diretrizes e critérios gerais relativos à sua ação, organização, funcionamento, relacionamento com a
comunidade compatíveis com as orientações e diretrizes traçadas pela Secretaria Municipal de
Educação, por meio de seus diversos órgãos centrais ou intermediários, participando efetivamente na
implementação de suas deliberações.
Na Educação Infantil, a avaliação far-se-á mediante o acompanhamento e registro do desenvolvimento
da criança.
A Educação Infantil está organizada na Lei 9394/96 (LDBN) em creche para crianças de zero a 3 anos e pré-escola para 4 a 6 anos.
Educadores e pensadores da Educação Infantil, têm-se posicionados contra as propostas assistencialistas existentes e
comuns, espontaneistas e até compensatórias que menosprezam as capacidades da crianças nesta fase da educação.
Constituindo uma educação de qualidade podemos pensar, na Educação Infantil de uma maneira que torna-se necessário um plano de trabalho coletivo, onde as crianças possam na troca com outras
crianças, nas brincadeiras e jogos, mediados pelo professor, apropriar-se de conceitos específicos à sua idade e ao seu
desenvolvimento. É necessário o professor conhecer a cultura local, o meio social de seus alunos, suas formas de linguagem, pois a aprendizagem tem vínculo
direto com estes fatores.
Na infância, Ariés identifica a ausência de um sentimento da
infância até o fim do século XVII, quando teria se
iniciado uma mudança considerável e a história da assistência, ao lado da história da
família e da educação constituem as principais
vertentes que têm contribuído com inúmeros
estudos para a história da infância. Há dois grandes setores da história da infância:
história social da infância e aspectos mais
diretamente ligados ao imaginário pois a história da educação em geral precisa levar em
conta todo o período da infância, identificado aqui
como condição da criança, com limites etários
amplos, subdivididos em fases de idade, para as
quais se criaram instituições educacionais
específicas.
Segundo Áries (1978), as visões sobre a infância são
construídas social e historicamente. A inserção concreta das
crianças e seus papéis variam com as formas de organização
da sociedade. Assim, a ideia de infância não existiu sempre da
mesma maneira. Para este autor, o conceito de infância surgiu
com a sociedade capitalista urbano-industrial, na medida em
que mudavam a inserção e o papel social na sua comunidade.
Atualmente, este conceito continua em permanente
mudança. Se tomarmos as orientações previstas na Lei
n° 9.394/96 e os Referenciais Curriculares para os
professores em relação à Educação Infantil, veremos que
algumas orientações apresentam-se com elevada
importância para esta etapa de Educação Básica, a saber a Educação Infantil destina-se a crianças de 0 a 6 anos de
idade e será oferecida em creches e pré-escolas, o professor tem como tarefas relevantes na Educação
Infantil: contribuir para formação social das crianças,
incentivar a construção de conhecimentos científicos,
culturais e sociais variados, preocupando-se sempre com
o aspecto lúdico que deve permear tais processos e cuidar, brincar e educar são princípios fundamentais para
o trabalho pedagógico a ser desenvolvido pelo professor
da Educação Infantil.
No início da alfabetização, as crianças percebem que a escrita é
um sistema de representação gráfica arbitrário e que as letras
estão ordenadas de modo linear, diferentemente do desenho. A
partir desse momento, as crianças vão levantando hipóteses e
testando-as de modo sucessivo e evolutivo pois na hipótese silábica, uma letra é usada para representar cada
sílaba; na hipótese silábico-alfabética, há uma oscilação entre
uma letra para cada sílaba e uma letra para cada som; na
hipótese alfabética, cada letra representa um som. Nas sociedades letradas, as crianças, desde os primeiros meses,
estão em permanente contato com a linguagem escrita, quando uma criança não-alfabetizada questiona sobre o que
está escrito em determinado local, ela está dando sinal do
ambiente de letramento em que vive, o que indica uma
reflexão sobre a função e o significado da escrita. Os teóricos da linguagem, atualmente, afirmam que a
aprendizagem da linguagem escrita deve estar associada ao
contato com diversos tipos de textos para que as crianças
possam construir sua capacidade de ler e escrever. A observação e a análise das produções escritas pelas
crianças revelam que estas tomam consciência
gradativamente das características formais da linguagem.
A relação entre ensino e aprendizagem,
durante muito tempo, na educação infantil, defendeu-se a tese de
que a aprendizagem estaria subordinada ao desenvolvimento, no
sentido de que, primeiro, deveria ser desenvolvida uma série de
capacidades cognitivas para, depois, iniciar-se o ensino de
conceitos. Tal concepção está fundamentada na teoria da psicologia genética de Jean
Piaget.
Para Smolka (1996), o processo de alfabetização pode
ser analisado a partir de três pontos de vista: o tradicional, o
construtivista e o sócio interacionista e a abordagem construtivista parte do pressuposto de que
existe um sujeito universal que constrói conhecimentos
na sua interação com o objeto.
A abordagem sócio interacionista leva em consideração a
troca entre pares, os aspectos históricos e culturais e a
interação no processo de construção de conhecimentos. Todas as abordagens evidenciam as concepções de
alfabetização e educação presentes na prática educativa
dos professores e a memorização e a repetição de conteúdos, marcas da
educação bancária, são aspectos de valor na prática
educativa tradicional.
NAS OPERAÇÕES CONCRETAS é o período em que a criança é capaz de estabelecer
relações que permitam a coordenação de pontos de
vista diferentes por meio da construção lógica.
Para que a turma de Educação Infantil se desenvolva
plenamente, é preciso que façam parte do
planejamento movimento, arte, leitura e escrita.
A imitação é resultado da capacidade da criança observar e
aprender com os outros, seu desejo de se identificar
com eles, ser aceita e diferenciar-se.
A Teoria da carência cultural afirma em sua 1ª formulação, que a
pobreza ambiental nas classes baixas produz
deficiências no desenvolvimento psicológico infantil
que seriam a causa de suas dificuldades de
aprendizagem e de adaptação escolar.
Os dois primeiros anos do desenvolvimento
intelectual da criança foram chamados por Piaget de
período sensório-motor.
De acordo com os estudos de Gagné (1980), todo
processo de aprendizagem acontece de forma
processual e sequenciada, com as seguintes etapas motivação, apreensão, aquisição, retenção,
rememoração, generalização, desempenho e feedback.
Para Vygotsky, a formação do pensamento depende,
principalmente da aquisição social da linguagem.
“A análise pedagógica não é uma psicotécnica da
questão escolar. O trabalho escolar da criança não é um
artesanato análogo a uma atividade profissional de adultos.
Descobrir os processos de desenvolvimento que realmente
se realizam e estão por trás da aprendizagem significa abrir
portas à análise pedagógica científica. Toda pesquisa reflete
algum campo determinado da atividade.”
Sobre desenvolvimento mental e o processo de
aprendizagem, dentro da perspectiva de Vigotsky, pode-se
dizer que a aprendizagem e o desenvolvimento não se encontram
pela primeira vez na idade escolar, mas de fato estão
interligados desde o primeiro dia de vida da criança.
Na abordagem vygotiskyana, a criança retira as informações
do mundo por meio das interações que faz com os adultos e
com as outras crianças. A tendência romântica concebe a pré-escola como o “jardim
de infância”, onde as crianças são as “sementinhas” e a
professora é a “jardineira”; baseada no desenvolvimento
natural das crianças.
(VIGOTSKY, L.S.
Psicologia e pedagogia. São Paulo: Martins Fontes, 2004, p.486)
Para Vygotsky e Piaget, desenvolvimento e aprendizado
são aspectos complementares e fundamentais. Embora suas
pesquisas não tenham um caráter eminentemente
educacional, elas contribuem ricamente para que o professor
compreenda aspectos ligados ao desenvolvimento
psicomotor, à importância dos jogos no contexto educativo,
dentre outros elementos indispensáveis a uma educação
comprometida com todas as crianças. Mas, para que os
conceitos de aprendizado e desenvolvimento tenham
materialidade no contexto escolar é preciso que a criança tenha a oportunidade de interagir permanentemente com
outros pares, esteja imersa em uma sociedade letrada,
participando de um mundo que utiliza com frequência a
palavra escrita.
De acordo com a concepção psicogenética da construção da
língua escrita uma criança de 5 anos, em uma sala de Educação Infantil, escreve a
palavra “janela” da seguinte forma: “AEA”.
Essa criança está atrasada no processo de alfabetização, já que todas as
crianças da turma deveriam estar escrevendo corretamente
palavras simples.
“O período de vida atendido pela Educação Infantil caracteriza-se
por marcantes aquisições: a marcha, a fala, o controle
esfincteriano, a formação da imaginação e da capacidade de
fazer de conta e de representar usando diferentes linguagens.” É necessário cantar músicas do repertório folclórico infantil, percorrer circuitos com desafios motores ao ar livre e brincar em instalações que reproduzam o mundo real:
consultório médico, feira, casinha, por exemplo, realizar atividades de sistematização das operações
matemáticas.
A criança precisa copiar a palavra correta algumas vezes para
aprender a escrevê-la, a professora da classe deve utilizar uma tabela para avaliar o nível de leitura de seus alunos.
“A expansão da educação infantil no Brasil e no mundo tem
ocorrido de forma crescente nas últimas décadas, acompanhando a
intensificação da urbanização, a participação da mulher no mercado de
trabalho e as mudanças na organização e estrutura das famílias.
Por outro lado, a sociedade está mais consciente da importância das
experiências na primeira infância, o que motiva demandas por
uma educação institucional para crianças de zero a seis anos
[atualmente, de zero a cinco anos]”
As finalidades da educação infantil incluem o favorecimento do
desenvolvimento máximo de todas as capacidades, respeitando-se
a diversidade e as possibilidades dos diferentes alunos; a
compensação das desigualdades sociais e culturais; e a
preparação para um bom acompanhamento da escolaridade
obrigatória, a escola infantil deve contribuir de maneira eficaz para a
compensação das diferenças socioculturais quando as crianças
são pequenas, ajudando, com isso, na prevenção de possíveis
dificuldades no decorrer da escola obrigatória e da vida
adulta.
Planejar, na educação infantil, é uma atividade necessária, pois
proporciona uma reflexão acerca do que se pretende, do que se faz e
de como se avalia nessa etapa de ensino. Essa reflexão permite que
as decisões tomadas sejam pautadas pela coerência e pela
continuidade.
Nas diferentes turmas das escolas de educação infantil, é evidente a
necessidade de se atender a diversidade das crianças, o que demonstra
que, nesse nível, a prática pedagógica deve ser organizada a partir de
uma pedagogia da diversidade pois há grandes diferenças entre as crianças nesse nível de escolaridade,
uma vez que as mudanças são evidentes no decorrer de um ano para
o outro. A influência do meio escolar é mais evidente nessa faixa etária,
fazendo que as capacidades e os comportamentos das crianças se
apresentem de maneira diversificada e o fato de o acesso a esse nível de ensino não ser obrigatório provoca,
em um grupo de crianças com a mesma idade, diferenças de
adaptação ao ritmo escolar, pois existe, nessa fase, uma atitude mais positiva de aceitação às
diferenças, tratadas como algo natural.
Na educação infantil, a avaliação deve servir de
base para a tomada de decisões educativas, para a
observação da evolução e do progresso da criança e para
o planejamento intervenção, ajudando na decisão sobre a
necessidade de modificar determinadas situações, relações
ou atividades de sala de aula. Quando o professor avalia, não o faz somente em
relação à criança, mas também em relação ao
programa de ensino, ao projeto escolar e à intervenção
educativa, com o intuito de melhorar a aprendizagem
dos alunos.
A avaliação formativa é a que se realiza de maneira
progressiva, paralelamente às diferentes situações e
atividades que se desenvolvem no dia-a-dia da escola.
Na educação infantil, as relações da família com o professor devem ser concretizadas no compartilhamento da ação educativa
em alguns âmbitos, de forma que seja possível conhecer a criança, estabelecer critérios educativos comuns, oferecer modelos de
intervenção e relação com as crianças, ajudar a conhecer a função educativa da escola.
Muitas vezes a mãe, o pai e a professora atuam de maneira diferente diante de uma mesma manifestação da criança, porque cada
um deles interpreta de maneira diferente aquele comportamento. Para que a criança não fique confusa no direcionamento de seus
comportamentos, é necessário o estabelecimento de um acordo quanto à significação do comportamento da criança.
Quanto a ajudar e a conhecer a função educativa da escola é importante que os pais tenham uma visão mais ajustada do que é feito na educação infantil, para que valorizarem o trabalho
realizado e sirvam de referencial para algumas relações construtivas e proveitosas para todos.
“Ambiente alfabetizador é aquele em que há uma cultura letrada,
com livros, textos digitais ou em papel, um mundo de escritos que
circulam em pequenos grupos. A comunidade que usa a todo momento esses
escritos, que faz circular as ideias que eles contêm, é chamada alfabetizadora ”,
O trabalho com as brincadeiras, músicas, histórias, jogos e
danças tradicionais da comunidade favorece a ampliação e a
valorização da cultura de seu grupo pelas crianças. Dessa maneira o professor deve limitar o acesso das crianças às
manifestações e tradições culturais, uma vez que não
constituem conteúdos escolares e a partir daí fazer um levantamento das músicas, jogos e brincadeiras do
tempo em que seus pais e avós eram crianças pode ser uma
atividade interessante que favorece a ampliação do
repertório histórico e cultural das crianças.
“A consciência fonológica é um pré-requisito para a aquisição de
leitura e escrita”, por isso que as atividades que propõem o levantamento de palavras que
se iniciam com o mesmo som dificultam o desenvolvimento
da consciência fonológica pela criança.
PARTE 11
Muito frequentemente os professores ensinam as crianças a
contar, ler e escrever numerais, por acreditarem que, assim, estão
ensinando conceitos numéricos, a tarefa do professor é a de encorajar o pensamento
espontâneo da criança em todos os tipos de situações,
inclusive nas que incluem quantidades, para que ela possa
construir, à sua maneira, a estrutura mental correspondente a
número.
Na educação infantil, aprender matemática por meio de
brincadeiras é uma ação que se fundamenta no reconhecimento de
que as atividades corporais podem contribuir para aquisição dos
conceitos matemáticos e para Piaget realça a importância dos aspectos corporais na
formação da imagem mental. Freinet incluía os aspectos corporais, no processo de ensino
e aprendizagem da matemática, por meio das aulas-passeios. Para Wallon, antes do aparecimento da fala, a criança se
comunica com a linguagem corporal e brincar é uma oportunidade para perceber distâncias,
desenvolver noções de velocidade, tempo, força e altura, entre
outras grandezas. Na resolução de um problema, a aquisição de um sistema
mais complexo de representação não deve inibir a utilização
de outros aparentemente mais simples.
Considerando a teoria de Piaget, no momento em
que o equilíbrio cognitivo é rompido por um uma nova
experiência, é necessária uma adaptação, ou seja,
uma reestruturação chamada acomodação dessa estrutura cognitiva.
Jean Piaget interessava-se por desvendar como acontece e como
se processa o conhecimento lógico-abstrato do homem, desde o
início da sua vida até a idade adulta.
Os níveis de desenvolvimento que Piaget formulou consistem em
estágios do desenvolvimento cognitivo, subdivididos em quatro
estágios evolutivos e sequenciais do crescimento humano,
qualitativamente diferentes entre si, que vão desde o nascimento
ate a idade adulta.
São eles:
1. Estágio sensório-motor - construção de esquemas de ação e inteligência prática
2. Estágio do pensamento pré-operatória - construção de esquemas mentais, inteligência simbólica ou representativa, desenvolvimento da fala e pensamento egocêntrico.
3.Estágio operatório concreto - presença do pensamento hipotético dedutivo e do raciocínio lógico, capacidade de resolução de problemas e de pensamento sistemático.
4. Estágio operatório formal - pensamento normativo (lógico): reversível e descentrado, noção de conservação (massa, líquido e quantidade).
No que concerne ao desenvolvimento infantil, são
identificadas as três grandes áreas a seguir:
área motora – inclui tudo aquilo que se relaciona com a
capacidade de movimento do corpo humano,
tanto em seu aspecto global como no dos
seguimentos corporais.
área cognitiva – refere-se às capacidades relativas à compreensão
do mundo, a comunicação por meio do uso das
diferentes linguagens à atuação na resolução de
problemas.
área afetiva – engloba os aspectos relacionados com as
possibilidades de a criança sentir-se bem
consigo mesmo, o que permite o confronto com
situações e pessoas novas e o estabelecimento
de relações cada vez mais alheias, distanciadas,
bem como a atuação no mundo que a rodeia.
A divisão apresentada no texto é apenas um recurso
expositivo, já que o desenvolvimento da criança é global,
existindo uma estreita interdependência entre as capacidades
normalmente relacionados a cada uma das três áreas. Aproximadamente entre os dois e os seis anos de idade, as
crianças fazem um esforço cognitivo constante de
compreensão do mundo que lhes envolve, configurando sua
própria explicação para a realidade vivida a partir daquilo que
os adultos lhes explicam e do que elas experimentam. Segundo Piaget, dos dois aos seis anos de idade, o
egocentrismo é uma das características que torna único o
ponto de vista da criança, que deprecia outras opiniões, o que
acentua, a sua dificuldade em analisar as situações sob o
ponto de vista do outro. As experiências vividas pelas crianças ao longo da infância —
denominadas por alguns investigadores como esquemas de
conhecimento — influenciam o processo de desenvolvimento
das capacidades cognitivas.
Na área afetiva a medida em que crescem, especialmente a partir dos
dois anos de idade, as crianças começam a opor-se aos que os
educadores lhes exigem, fortalecendo, dessa forma, a
capacidade de autonomia e acerca da compreensão do processo de
desenvolvimento infantil na perspectiva construtivista a pessoa adulta tem importante papel na mediação entre o
mundo cultural e a criança. As experiências vividas pelas crianças são a base para fazer
novas construções e para a ampliação do campo de
conhecimento. As mudanças no desenvolvimento começam sempre nas
possibilidades que conduzem à capacidade de chegar a
estágios mais avançados que integrem os conhecimentos
anteriores.
Piaget destaca três espécies de sentimentos ou tendências afetivas que são
manifestadas pela criança no início de sua constituição mental:
A primeira, representada por uma necessidade de amor, podendo ser
exteriorizada de diferentes maneiras, desde o berço até a adolescência.
A segunda, que é um sentimento de medo demonstrado em relação aos
maiores e mais fortes que ela. Esse sentimento pode gerar uma conduta de
obediência cega ou de conformismo, dependendo da maneira como for tratado pelo
adulto que convive com a criança.
A terceira, representada por um sentimento misto; ora afeição, ora temor, é
aquilo que os moralistas conceituam como sentimento de respeito.
Os pais, diante da superdotação, devem atuar
paralelamente e em integração com a escola,
estando mais atentos à amplitude e à extensão do
processo educativo. Para que isso ocorra, é
conveniente que os pais, se interessem por artigos e publicações sobre
superdotação, procurem organizar grupos de debates e trocas
de experiências que tratam da questão e se aproximem de profissionais de Educação e
tentem juntos, levantar dados e subsídios mais
adequados a cada situação.
“O currículo da Educação Infantil é concebido como um conjunto
de práticas que buscam articular as experiências e os saberes das
crianças com os conhecimentos que fazem parte do patrimônio
cultural, artístico, científico e tecnológico. Tais práticas são
efetivadas por meio de ” assistência às necessidades básicas de higiene e segurança
da criança”.
A documentação das observações do professor e outros
dados sobre a criança são significativos apenas para aquele
ano escolar, uma vez que nas séries seguintes novos
processos de aprendizagem acontecerão.
O professor deve organizar o ambiente para que haja um
local aconchegante para livros, gibis, revistas etc., no qual as
crianças possam “lê-los”, seja em momentos organizados ou
espontaneamente.
De acordo com Ribeiro (2008), “a motivação humana
está estreitamente relacionada a desejos, carências
e anseios.” Sob a ótica Humanista, a motivação está
relacionada com a satisfação das necessidades.
De acordo com a teoria exposta em Psicogênese da
Língua Escrita, toda criança passa por quatro fases
até que esteja alfabetizada egocêntrica, letrada visual, letrada auditiva e
alfabética.
Um conceito fundamental para a compreensão da
aprendizagem na criança para Maria Montessori é o de epistemologia genética e de guia interno. A preocupação de Piaget em conhecer a formação das estruturas intelectuais
da criança, levaram-no a investigar, cientificamente, a criação plástica, a linguagem
e as atividades lúdicas infantis.
Para Montessori (1989), os intervalos temporais
durante os quais a criança se encontraria propensa
ao desenvolvimento de uma determinada habilidade
são chamados períodos críticos.
Piaget definiu a Epistemologia Genética como o “estudo da passagem dos
estados inferiores do conhecimento aos estados mais complexos ou rigorosos”.
Nessa passagem, o desequilíbrio cognitivo funciona como um motor que
impulsiona o sujeito a novas ações (esquemas), na direção de um novo equilíbrio
(adaptação), tendo em vista o objeto do conhecimento (situação nova).
A teoria piagetiana é considerada interacionista por defender a tese de que a
construção do conhecimento exige a interação (agir entre) do sujeito com o objeto.
Em outras palavras, o sujeito age sobre o objeto, mas para que isso ocorra o objeto
deve desafiar, provocar o sujeito, ou seja, deve ser significante ao sujeito. Esse
exercício leva à construção da inteligência ativa.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A grande questão é que o professor por si mesmo deve buscar esse tipo de
formação, mas para isso ele deve querer adquirir novos conhecimentos e não somente
pensar que a prática utilizada no seu dia a dia é a única correta. Na verdade o professor
tem que aprender a aprender, para que sua formação continuada tenha um bom
resultado.
O professor deve atualizar e investir constantemente na sua formação para
ampliar o seu repertório de conhecimento e melhorar as suas habilidades ao transmitir
o conhecimento que ele possui, para desenvolver o seu papel principal que é o de
ensinar.
“Se, na experiência de minha formação, que deve ser
permanente, começo por aceitar que o é o sujeito
em relação a quem me considero o , que ele é o sujeito
que e eu, o por ele , me considero
como um paciente que recebe os conhecimentos-conteúdos acumulados pelo sujeito que sabe e que são a mim
transferidos. Nesta forma de compreender e de viver o
processo formador, eu, objeto agora, terei a possibilidade,
amanhã, de me tornar o falso sujeito da 'formação' do futuro
objeto de meu ato formador. É preciso que, pelo contrário,
desde os começos do processo, vá ficando cada vez mais
claro que, embora diferentes entre si, quem forma e reforma
ao formar e quem é formado forma-se e forma ao ser
formado.”
Nesse sentido, ensinar não é transferir conhecimento e
conteúdos, porque não há docência sem discência.
(FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários
à prática educativa. Paz e Terra: 2004, p.22-23)
A esse propósito, Piaget faz seguinte consideração: A escola tradicional oferece ao aluno uma quantidade considerável de
conhecimentos e lhe proporciona a ocasião de aplicá-los em problemas e
exercícios variados: ela “enriquece” assim o pensamento e o submete, como se
costuma dizer, a uma “ginástica intelectual”, à qual caberia consolidá-lo e
desenvolvê-lo. No caso do esquecimento (e todos nós sabemos o pouco que
resta dos conhecimentos adquiridos na escola, cinco, dez ou vinte anos após o
término dos estudos secundários) tem ela ao menos a satisfação de haver
exercido a inteligência; pouco importa que se haja esquecido por completo a
definição do co-seno, as regras da quarta conjugação latina ou as datas da
história militar: o essencial é tê-las conhecido (PIAGET, 1973 p. 61-62).
Portanto, a Educação Infantil apesar de ser a pouco tempo considerada como
parte da educação básica, torna-se necessário que haja investimentos nessa área, para se
aprimorar os trabalhos que são desenvolvidos com as crianças que passam por essa
etapa. Neste sentido é de grande importância que haja questionamentos para verificar se
as instituições estão agindo conforme rege a lei, que é trabalhar com o desenvolvimento
integral da criança, pois independentemente da classe social que o aluno tem, a cultura
que ele possui e o meio no qual a escola está inserida, todos tem direito a receber uma
Educação Infantil de qualidade.
REFERÊNCIAS
Júlia Oliveira-Formosinho. O desenvolvimento profissional das educadoras de
infância. In: M. L. Machado, Encontros e desencontros em educação infantil. São
Paulo: Cortez, 2002, p. 134-5 (com adaptações).
Unesco. Educação e cuidado na primeira infância. Brasília, 2002, p. 13.
Sonia Kramer. Formação profissional de educação infantil. In: M.L. Machado, Encontros e desencontros em educação infantil. São Paulo: Cortez, 2002, p. 118.
I. Solé, E. Bassedas, T. Huguet. Aprender e Ensinar na Educação Infantil. Porto Alegre: Artmed, 1999, p. 31 (com adaptações)
(Diretrizes Curriculares para a Educação Básica MEC, 2013, p. 86)
Vygotsky. A formação social da mente, 1984, p. 133 (com adaptações)
WADSWORTH, Barry J.. A inteligência e a afetividade da criança na teoria de
Piaget. São Paulo: Pioneira, 1997.
(Capovilla & Capovilla, 1997)
Zilma de Oliveira, Educação Infantil, Cortez, 2002, p. 220
Delia Lerner. Ler e escrever na escola, 2003, p. 95
(Teberosky, A. Entrevista disponível em:
http://revistaescola.abril.com.br/lingua-portuguesa)
Antoni Zabala. Os enfoques didáticos. In: César Coll e outros. O construtivismo
na sala de aula. São Paulo: Ática, 1999, p. 193 (com adaptações)
(Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil Vol. 1 - MEC, 1998, p. 11).
(Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica – MEC, 2013, p.86)